Filipe Matos, de 14 anos, foi espancado até à morte e o corpo foi encontrado ontem. Suspeito já terá confessado o crime.
Daniel Neves, o jovem de 17 anos detido pelas autoridades por suspeita de ser o autor do homicídio de Filipe Matos, de 14 anos - que foi ontem encontrado morto em Salvaterra de Magos - terá confessado o crime.
Segundo o Expresso, depois de várias horas de interrogatório, Daniel Neves contou à PJ que assassinou Filipe com uma barra de ferro. O jornal cita fonte policial que indica que o crime terá sido cometido por um "motivo fútil" e está descartada, pelo menos por agora, a hipótese de haver mais envolvidos no homicídio do adolescente de 14 anos, que estava desaparecido desde segunda-feira. Filipe saíra de casa por volta das 19.00 para ir ter com os amigos à Feira Magos. Ainda foi visto no recinto, mas depois desapareceu.
O prédio onde Filipe foi encontradoFotografia © A-gosto.com/Globalimagens
A mãe, Rita Costa, deu o filho como desaparecido na madrugada de segunda-feira. O desaparecimento do jovem passou para a alçada da Polícia Judiciária, cujas investigações levaram à descoberta do corpo do adolescente morto na quinta-feira, cerca das 09.30, na arrecadação de um prédio próximo da avenida principal de Salvaterra de Magos.
De acordo com informações recolhidas pelo Jornal de Notícias, Filipe foi morto no último andar do prédio de quatro pisos, num apartamento desabitado, tendo sido depois arrastado até ao topo do edifício, à área onde se encontram as arrecadações. As manchas de sangue nas escadas que vão do quarto piso à zona onde cada inquilino tem uma arrecadação terão despertado a atenção das autoridades.
Segundo o Expresso, Filipe Matos e o agressor conheceram-se três dias antes do crime. Daniel Neves teria já um historial de furtos e posse de droga, mas nunca fora referido às autoridades por atos de violência. Foi o próprio quem se deslocou ao posto da GNR de Salvaterra de Magos para apresentar queixa contra desconhecidos, apresentando ferimentos e alegando ter sido agredido por um grupo de jovens de Samora Correia. Por sua iniciativa, terá regressado ao posto várias vezes, alterando a versão que contara inicialmente às autoridades, até que confessou o crime.

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